
A cultura popular e a mobilização comunitária se preparam para um dos momentos mais marcantes do calendário de lutas e tradições locais. No dia 22 de junho, às 20h, ocorre a celebração oficial do “Acorda Povo”, um manifesto vivo de resistência, ancestralidade e esperança que mobiliza territórios periféricos e tradicionais.
A edição deste ano assume um papel político e social ainda mais contundente. O ato público focará no fortalecimento de uma cultura de paz e no combate direto ao racismo ambiental — termo que denuncia as desigualdades socioambientais e a falta de infraestrutura que afetam desproporcionalmente as comunidades vulnerabilizadas.
Quatro Décadas de Transformação Social: Os 40 Anos do GCASC
O evento ganha contornos históricos ao celebrar o aniversário de 40 anos do GCASC (Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças). A instituição consolidou uma trajetória de quatro décadas pautada pelo compromisso social, acolhimento e desenvolvimento humano.
Ao longo de sua história, o GCASC atua na linha de frente em defesa de grupos socialmente vulneráveis, estruturando suas ações em pilares fundamentais:
Ver essa foto no Instagram
O Poder da Ancestralidade e da Comunidade Organizada
Celebrar a longevidade do GCASC significa chancelar o poder da comunidade organizada, que resiste diariamente às assimetrias sociais. O movimento utiliza as vozes, a memória coletiva e o toque dos tambores como instrumentos de conscientização civil.
"A valorização das nossas tradições desperta a consciência coletiva e fortalece a união do povo em busca de justiça social, dignidade e respeito pelo território que habitamos", reforça o manifesto de convocação do ato.
O “Acorda Povo” se reafirma, portanto, não apenas como um cortejo festivo, mas como um espaço de denúncia, pertencimento e preservação da identidade cultural nordestina.
Resumo do Manifesto
Visitas: 37298
Usuários Online: 1