
O Ministério da Fazenda negou o pedido de audiência feito pelo Governo do Distrito Federal (GDF) com o ministro em exercício, Dario Durigan, para tratar da operação de crédito de R$ 6,6 bilhões solicitada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a um pool de bancos privados para socorrer o Banco de Brasília (BRB).
Em ofício enviado na segunda-feira (31 de agosto), o chefe de gabinete Fábio Terra pontuou que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) já representam a União no processo de mediação, mas que cabe ao próprio governo local negociar diretamente com os agentes financeiros as condições e garantias da operação.
Impasse nas Garantias e Resistência do Mercado
A solicitação de reunião havia sido formalizada em 20 de agosto pela governadora em exercício e candidata ao governo do DF, Celina Leão (PP), que buscava envolver a Fazenda na negociação com grandes instituições (Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual e XP).
Resumo do Cenário Financeiro do BRB
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Parâmetro |
Detalhes da Operação |
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Valor Solicitado |
R$ 6,6 bilhões via Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e pool de bancos |
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Rombo Estimado no BRB |
Até R$ 8,8 bilhões (vinculado a operações com o Banco Master) |
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Contragarantia Ofertada |
Fluxos do FPE e FPM do Distrito Federal (~R$ 1,6 bilhão/ano) |
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Posição da Fazenda |
Orientação para negociação direta entre o GDF e o mercado financeiro |
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Instância Conciliadora |
Supremo Tribunal Federal (STF) |
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