
Os professores da rede municipal de ensino de Olinda cruzaram os braços e aderiram a uma paralisação total das atividades letivas ao longo dos três turnos (manhã, tarde e noite) nesta sexta-feira (22). A mobilização, capitaneada pelo Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (Sinpmol), cobra da gestão da prefeita Mirella Almeida avanços concretos na pauta de valorização da categoria, melhorias estruturais nas escolas e a aplicação do reajuste do piso salarial.
O contingente de aproximadamente 1.800 professores efetivos do município reivindica a aplicação do reajuste linear de 5,4% sobre o piso salarial nacional do magistério, que atualmente está fixado em R$ 4.867,77. Segundo a liderança sindical, Olinda figura como uma das poucas cidades de expressão na Região Metropolitana do Recife (RMR) que ainda não definiram o percentual de correção inflacionária e ganho real para o ano letivo de 2026.
Denúncias de Apadrinhamento e Práticas Antissindicais
A insatisfação do funcionalismo público da educação transcende o debate econômico e atinge a governança interna das unidades escolares. Em pronunciamentos oficiais nas plataformas digitais, a presidente do Sinpmol, Márcia Vieira, fez duras críticas à transparência da gestão municipal, apontando interferências de cunho político no ambiente pedagógico:
"As eleições para gestores escolares estão sendo manipuladas para manter o mesmo grupo de pessoas que, infelizmente, precisavam ter maior compromisso com Olinda. Gestor público positivo e comprometido o sindicato defende, mas nós vamos parar porque estamos sendo forçados a essa condição de asfixia", disparou a líder sindical.
A vice-presidente da entidade, Rafaela Celestino, endossou as críticas à prefeitura e classificou o movimento de paralisação desta sexta-feira como uma peça central no calendário de lutas para quebrar o que chamou de "estratégia do medo e autoritarismo" do governo local.
O Impasse da Reposição das Horas de Aula
O clima de tensionamento entre o Sinpmol e a Secretaria de Educação ganhou novos contornos jurídicos após a gestão municipal emitir um comunicado prévio exigindo que as horas não trabalhadas devido ao protesto sejam compensadas compulsoriamente pelos docentes em dois sábados específicos.
O sindicato rebateu a medida imediatamente por nota oficial, alegando que a determinação configura conduta antissocial e prática de assédio sindical, violando os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário:
Posicionamento Oficial da Prefeitura de Olinda:
Procurada para se manifestar sobre a paralisação e as acusações de manipulação e assédio, a Prefeitura de Olinda, por meio de nota oficial emitida por sua assessoria de comunicação, buscou arrefecer os ânimos e garantiu a manutenção dos canais institucionais:
Ficha Técnica do Conflito:
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